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日志


Aos enamorados

 

12 de junho – DIA DOS NAMORADOS

       Faz mais de uma semana que venho tentando escrever uma crônica sobre esta data que nunca, - solteiros, casados, noivos, namorados ou apenas "enrolados" – deixamos de comemorar.

       A pessoa amada é sempre tema para os sonhos que alimentamos e faz parte inseparável de nós próprios, dos nossos projetos de vida. Tudo que fazemos tem nela a principal inspiradora e última destinatária.

       A inspiração, porém, anda meio em crise. Não consegui escrever nenhuma frase. Foi então que lembrei-me de um personagem a quem muito estimo e ao qual tenho um blogue dedicado. Seu nome – Mário Quintana.

       Poucos poetas souberam, tão bem, como ele, falar de amor – este sentimento que une todos os enamorados e sustenta o ser humano ainda que nas situações mais complicadas. Pois bem. Quintana, o inspirador Anjo Malaquias, desceu desde as altas lonjuras onde se encontra atualmente e me socorreu.  

       Obrigado, amigo velho! Eu sabia que ias me tirar deste aperto. Permite que eu ofereça a todos os casais da Família "NÓS AQUI" – estejam eles juntos há muitos e muitos anos, ou apenas no preâmbulo recheado de ilusões e encantamentos em que a adolescência os embala – este teu poema que não sei a quem dedicaste, mas suponho, pelo que já conheço de ti.  

 

INDIVISÍVEIS

 

O meu primeiro amor sentávamos numa pedra

Que havia num terreno baldio entre as nossas casas. 

 

Falávamos de coisas bobas.

Isto é, que a gente grande achava bobas

Como qualquer troca de confidências entre crianças de cinco anos.

 

Crianças...

Parecia que entre um e outro nem havia ainda separação de sexos

A não ser o azul imenso dos olhos dela,

Olhos que eu não encontrava em ninguém mais,

Nem no cachorro e no gato da casa,

Que apenas tinham a mesma fidelidade sem compromisso

E a mesma animal – ou celestial – inocência,

Porque o azul dos olhos dela tornava mais azul o céu:

Não, não importava as coisas bobas que disséssemos.

Éramos um desejo de estar perto, tão perto

Que não havia ali apenas duas encantadas criaturas

Mas um único amor sentado sobre uma tosca pedra,

Enquanto a gente grande passava, caçoava, ria-se, não sabia

Que eles levariam procurando uma coisa assim por toda a sua vida... 

 

(“Nariz de Vidro” – Ed. Moderna, 1984) - Publiquei em "SAPATOS E CATAVENTOS

 

* * *

 

      Esta é a mensagem que deixo aqui, dedicando-a à minha cara metade (na verdade, mais do que metade, pois a ela atribuo pelo menos uns oitenta e cinco por cento) e a todos vocês neste dia 12 de junho.

 

      Vamos curtir esta data da melhor forma, com muitos abraços, beijos e carinho, pois carinho - e principalmente, AMOR - nunca é demais.

 

Vando

 

* * *

 

Foto: Escaneei do meu baú de velharias. Acho que comprei no Bric da Redenção.

 

11 DE MAIO DE 2008 - DIA DAS MÃES

 

MINHA MÃE

 

Vinicius de Moraes


Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo.
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doido ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.


Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.


Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso.
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora.  Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode.
Dá-me um beijo na fonte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.

Aninha-me em teu colo como outrora.
Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas,
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme. Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe.
Perto de ti está tua mãezinha,
Teu irmão, que o estudo adormeceu,
Tuas irmãs pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.


Dorme, meu filho, dorme no meu peito.
Sonha a felicidade. Velo eu.

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo.
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique.
Afugenta este espaço que me prende,
Afugenta o infinito que me chama,
Que eu estou com muito medo, minha mãe. 

* * *


- Do livro "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa" - 

Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 186.

 

* * *

A todas vocês, mães, avós, bisas

e futuras mamães, onde quer que vocês

estejam, a nossa homenagem

neste dia especial , com o abraço

e todo o carinho dos filhos

da Família "NÓS AQUI".

 

 

Outra vez é Natal.

 
O MENINO NASCEU DE NOVO
 
 
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O Menino nasceu de novo. Como vem fazendo há mais de dois  mil anos. Como faz todos os dias, todas as horas, nas mentes e nos corações daqueles que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir.
 
O Menino nasceu de novo. Para nos ensinar a amar. Para nos contar que Deus é Pai. Para nos mostrar que o Caminho é o Perdão, que a Verdade é o Amor, que a Vida é a Eternidade.
 
O Menino nasceu de novo. Chegou de mansinho, batendo à nossa porta. Pedindo com humildade para entrar, para compartilhar conosco as nossas angústias, as nossas alegrias e os nossos anseios e ideais. Para nos dizer que é nosso Irmão e que nos ama. Perdidamente. Apaixonadamente. Infinitamente.
 
O Menino nasceu de novo.
 
Que este Natal seja um novo recomeço. Um novo renascer de esperança e fé - no Menino, no Pai, nos outros e em nós mesmos. E que o Ano Novo que logo vai alvorecer, continue a ser, para todos nós, um eterno, um grande, um FELIZ NATAL!
 
 
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Um benfeitor da Humanidade

 

15 DE DEZEMBRO – DIA DO ESPERANTO

 

"Simpla, fleksebla, belsona, vere internacia en siaj elementoj, la lingvo Esperanto prezentas al la mondo civilizita la solan veran solvon de lingvo internacia." (Simples, flexível, eufônica, verdadeiramente internacional em seus elementos, a língua Esperanto oferece ao mundo civilizado a única solução verdadeira de língua internacional.)

(1) Lázaro Ludoviko Zamenhof (15-Dez-1859 - 14-Abr-1917)

 

 

"La mondo estas granda, tre granda, sed Esperanto malfermas al ni ĝiajn pordegojn kaj detruas ĉiuj lingvon barojn. Per Esperanto ni vojaĝas ĉirkaŭ la tero." (O mundo é grande. Muito grande. Mas o Esperanto abre-nos seŭs portões e destrói todas as barreiras. Através do Esperanto, viajamos ao redor da terra). 

 

 

      O Esperanto é a Língua Neutra Internacional (Internacia Neŭtrala Lingvo) criada pelo Dr. LÁZARO LUIZ ZAMENHOF.

 

       Zamenhof nasceu em 15 de dezembro de 1859, na cidade de Bialystok, na Polônia, então anexada ao Império Russo. Era filho de Rosália e Marcos Zamenhof, criterioso professor de geografia e línguas modernas.

 

       Bialystok era uma pequena cidade que se constituía num palco de dolorosas lutas raciais, agravadas pela incompreensão lingüística entre os seus habitantes. A Polônia pertencia ao Império Moscovita, onde se falava cerca de duzentas línguas diferentes. Só na pequena Bialystok eram falados o russo, o alemão, o polonês e o ídiche, todas, línguas oficiais. Assim, eram quatro nacionalidades distintas, com objetivos antagônicos, línguas diferentes e hostilidade de crenças umas contra as outras.

 

       Nesse ambiente de extrema desarmonia, o menino Lázaro, com apenas seis anos de idade, já se constrangia diante das discussões e contendas que terminavam em lágrimas, sangue e até mesmo em mortes violentas. Essa impressão terrível não mais se apagaria de sua mente.  

 

       Com grande pendor para as línguas estrangeiras, no decorrer dos anos aprendeu a falar fluentemente o francês, o latim, o grego, o hebraico e o inglês, além de interessar-se, também, pelo italiano, espanhol e lituano. 

 

(2) Casal Zamenhof e os filhos Adamo e Lili, em foto de 1916

 

 

       Já adulto, professor, filólogo e formado em oftalmologia, sem nunca ter se conformado com o grave problema lingüístico que separava povos e nações, Zamenhof buscava incessantemente uma solução. Através de um processo longo e trabalhoso, foi desenvolvendo o idioma que viria trazer ao mundo uma esperança de paz e fraternidade. De seu esforço intelectual, surgiu o ESPERANTO.

 

       Em 1887, com o apoio financeiro conseguido com seu cunhado, publicou um pequeno manual com o título de Internacia Lingvo (Língua Internacional), assinando-o com o pseudônimo de Doktoro Esperanto. 

 

       O Esperanto, apesar de ser uma língua artificial, é um belo e sonoro idioma, elaborado com apenas dezesseis regras bastante simples e sem exceções, com uma gramática extremamente lógica e se adapta, de forma extraordinária, à expressão de idéias em todos os campos da cultura e da ciência humana.

 

       Atualmente existe no mundo extensa literatura com milhões de livros publicados em Esperanto. Romances, poesias, obras científicas, políticas e religiosas, versões da maioria dos clássicos universais e todos os demais temas que se possa imaginar. Há emissões de programas de rádio e televisão em Esperanto em todos os países, entre elas a Rádio Vaticano. Há milhares de clubes, associações, escolas e Universidades que se dedicam ao estudo e divulgação da Bela Lingvo Esperanto criada por Lazaro Luís Zamenhof.    

 

       Zamenhof faleceu em Varsóvia, na Polônia, no dia 14 de abril de 1917.

 

       A data de seu nascimento – 15 de dezembro – é relembrada em todo o mundo e tornou-se, justamente, o DIA MUNDIAL DO ESPERANTO.

 

       Zamenhof, por sua magnífica obra, é, sem sombra de dúvida, um dos grandes gênios e benfeitores da Humanidade.

 

* * *
 
Créditos:
Foto nº 1 - Pertence ao saite LA ONDO DE ESPERANTO
Foto nº 2 - Pertence ao saite ESPERANTO - ÎLE-DE-FRANCE - FRANCILIO

 

Bandeira do Brasil

 

- Hino à Bandeira Nacional - 


Letra: Olavo Bilac
Música: Francisco Braga


Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Estribilho:
Recebe o afeto que se encerra 
Em nosso peito varonil, 
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, por seus filhos amados,
Poderoso e feliz há de ser.

Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor!

 
* * *

Estamos em novembro

 

 
- O DIA DE TODOS OS SANTOS - 
 
 
 
    Neste início de novembro, o penúltimo mês do ano, pensei em escrever alguma coisa sobre o dia 1º, quando celebramos o “Dia de Todos os Santos”.
 
    Meus conhecimentos sobre o assunto são extremamente superficiais, de modo que precisei buscar socorro em outras fontes. Assim, encontrei no saite Wikipedia este texto que passo a transcrever, depois de pequenas alterações no original, relativas a erros tipográficos, principalmente ou a períodos que se apresentam confusos, devido à dificuldade natural que toda tradução, com freqüência, acarreta. Parece-me, todavia, que o texto não ficou comprometido e, dessa forma, passo a publicar. O texto já é em português, mas foi traduzido não sei de que idioma original, o que me obrigou a fazer as correções que mencionei. Ei-lo:
 
    “A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum no dia 1º de novembro, seguido do dia dos fiéis defuntos em 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa.
 
    O Dia de Todos os Santos tem o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano. Esta tradição de recordar os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas às suas memórias nesses mesmos locais.
 
    O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao fato freqüente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses e paróquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano exclusivo para cada um. O primeiro registro de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, durante o Século IV, estabelecendo-se o domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
 
    Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).
 
    Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.
 
    Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal John Henry Newman (Venerável ainda não canonizado): “Não somos simplesmente pessoas imperfeitas com necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus”.
 
    Estas são as origens e o significado da data. Espero ter sido bem sucedido e deixo com vocês a avaliação.
 
Vando

 

 

* * *

 

Fontes:

  

 

a) Texto:

" WIKIPEDIA – ENCICLOPÉDIA LIVRE " 

b) Gravura:

Digitalizei do original pertencente ao saite " NOVA EVANGELIZAÇÃO CATÓLICA "

12 de Outubro de 2007

 

- UM DIA E MUITAS DATAS -

 

       O dia 12 de outubro é, para nós, pródigo em comemorações. Nele lembramos: o Descobrimento da América, em 1492, pelo navegador Cristóvão Colombo com suas três caravelas; o nascimento do grande músico barroco, José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, em Vila do Príncipe, MG, no ano de 1746; o nascimento, em Lisboa, no ano de 1798, de nosso Imperador Pedro de Alcântara Francisco Antonio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, Dom Pedro I, do Brasil e Dom Pedro IV de Portugal; o nascimento em Papari, no Rio Grande do Norte, em 1810, da professora e poetisa Nísia Floresta Brasileira Augusta, que adotou o pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto; da Declaração da Independência, feita oficialmente, em 1822, pelo Brasil a Portugal, quando Dom Pedro I é, também, proclamado Imperador do Brasil; da assunção, como regente do Império do Brasil, em 1835, de Dom Diogo Feijó; da inauguração, em Ouro Preto, MG, pelo cientista Claude Henri Gorceix, da Escola de Minas de Ouro Preto em 1876; da inauguração, no morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, em 1931, da estátua do Cristo Redentor, considerada hoje uma das maravilhas do mundo; e, por fim, entre diversas outras que poderiam ser mencionadas, o Dia das Crianças, tão esperado pela garotada de todas as idades.

 

       Mas a data que eu quero ressaltar é, com certeza, a mais importante e a menos lembrada, pois só se fala que 12 DE OUTUBRO é "o feriado do dia das crianças", o que não corresponde à realidade. Refiro-me à devoção a Nossa Senhora Aparecida, esta, sim, o motivo do feriado nacional.  

 

 

       Ela teve início em 1717, quando três pescadores, chamados Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, pescavam no rio Paraíba do Sul, que na época era chamado de rio Itaguaçu. A pescaria estava difícil. Vezes sem fim eles jogavam as redes, mas nenhum peixe vinha nelas. Numa última tentativa, surpreenderam-se ao ver que, do fundo do rio, “pescaram” uma imagem de santa que, todavia, estava sem a cabeça. Tentaram outras vezes, sem sucesso. Já desanimados, fizeram um último arremesso e, para sua surpresa, a rede voltou com a cabeça da imagem e... cheia de peixes. De imediato atribuíram a ela o milagre. Tratava-se de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura. Felipe Pedroso guardou-a em casa e a notícia do achado se espalhou pela comunidade. Tornou-se atração e durante uns quinze anos a população passou a orar em torno da santa. A devoção crescia e as notícias de novos milagres eram cada vez mais freqüentes. A família de Felipe mandou construir um oratório, que cada dia se tornava menor para receber a quantidade de peregrinos que iam fazer suas orações. Em 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros, onde a imagem pudesse ficar abrigada e receber seus fiéis. Devido a sua origem, passou a ser chamada de Aparecida, o que veio dar nome à Cidade de Aparecida do Norte.

 

       Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 6 de novembro de 1888, a Princesa Isabel doou à imagem uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. E, por decreto do Papa Pio XI, em 1930, Nossa Senhora Aparecida passa a ser a Padroeira do Brasil.

 

       A atual Basílica teve sua construção iniciada em 1946, com projeto assinado pelo Engenheiro Benedito Calixto de Jesus, sendo inaugurada em 1967, por ocasião da comemoração do 250º Aniversário do encontro da imagem milagrosa. Em 1968 o Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. Finalmente, em 4 de julho de 1980, a majestosa basílica foi consagrada pelo Papa João Paulo II, em sua primeira visita ao Brasil.

 

       A data de 12 de outubro, comemorativa a Nossa Senhora Aparecida, corresponde ao aniversário do aparecimento da imagem no rio e foi fixada pela Santa Sé em 1954.

 

       A imagem até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 centímetros de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que esteve mergulhada nas águas do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante anos foram símbolos da devoção dos fiéis.

 

       Em 1978, após um atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, restauradora, na época, do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria (assim como a data precisa de seu achado), tida como 12 de outubro, seja de difícil comprovação.

 

       Esta é, em síntese, a história da imagem de Nossa Senhora Aparecida, das origens de sua devoção e da decretação do Papa, oficializando-a como Padroeira do Brasil.  

 

       Neste dia 12 de outubro, além daquelas datas que relacionamos em nossos calendários, é importante não esquecermos que este Feriado Nacional tem a finalidade de homenagear a nossa Padroeira, sob a proteção da qual colocamos o nosso Brasil tão necessitado das luzes do Alto. Que Nossa Senhora Aparecida nos abençôe e guie os destinos desta Pátria tão mal amada.  

 

Vando

Homenagem aos Farrapos

 

 

- 20 DE SETEMBRO DE 2007 -

 

1835 - REVOLUÇÃO FARROUPILHA - 1845

_____

 

 

 

 

Negrinho do Pastoreio

 

Glaucus Saraiva  

 

Negrinho do pastoreio!
Aqui, em nome de Deus
e dos tauras do Rio Grande,
venho pedir-te rodeio.

Ressurjo da sepultura
a destilar a amargura
que não é do chimarrão...
É o amargo da descrença
na cuia da indiferença
com a erva da ingratidão.

Com tapejara cautela,
dos pingos de tua vela
eu rastreio, despacito,
gotas de luz misturadas
com lágrimas derramadas
em teu calvário, negrito!

Invoco a tua alma
- oh, mártir da prepotência!
porque de novo a querência
mais uma vez se avassala...
E com redobrado afinco
reprisemos TRINTA E CINCO
num desafio à senzala!

Monta teu baio de empelo;
hoje serás o sinuelo
desta larga campereada.
Reportaremos ao vento
os ecos de um juramento
pelo amor a este rincão:
"Arrancar a tradição
da cova do esquecimento".

Leva tua alma andarilha
no rastro que vou te dar...
Rumbeia teu galopear
à velha ponte da Azenha
e ao chegar grita a senha:
"Salve Vinte de Setembro"!
E verás que a teu costado,
quais tauras ressuscitados
pelos toques de um clarim,
surgirão guapos caudilhos
e à testa, dois coronilhos,
- Onofre e Gomes Jardim.

Campeia no litoral,
por sobre a grimpa das ondas,
a liberdade das rondas,
que no atlântico portal
jamais ecoaram debalde,
e hás de sentir ilusões
de que ainda vês os lanchões
de Giuseppe Garibaldi!

Em Ponche verde te espera
nesta cívica tapera
o Canabarro imortal...
Segue, no mesmo trajeto,
e encontrarás Souza Netto
de prontidão em Seival.

Vem Negrinho! Aqui te aguardo
com os heróis de Rio Pardo,
e da imortal Piratini
- a República estupenda
que hoje repousa na lenda
deste rincão guarani.

E no final deste rodeio
de proporção gigantesca,
a plêiade quixotesca
dos heróis quase esquecidos,
há de gritar aos ouvidos
deste povo indiferente
que embaixo da cinza quente
da passiva mansidão,
vive em cada coração
deste Rio Grande caudilho,
o braseiro de espinilho
do cerne da tradição.

E chasqueará novamente,
além da nossa fronteira,
a imagem desta bandeira
que aos mastros foi renegada,
mas que em épocas passadas,
em defesa do Rio Grande,
subiu mais alto que os Andes
na ponta da lança nua.

E esses netos de charruas,
que andam de fronte erguida,
hão de mostrar para a vida
que o Rio Grande não morreu.
Que, quando Deus escolheu
para a guerra Farroupilha
o cenário da coxilha,
já tinha premeditado
que deste povo era o fado
lutar pela liberdade,
pela vida em igualdade,
pelo bem e contra o mal.

E no lombo de um bagual,
esfarrapado e sem luxo,
perpetuou o gaúcho
como farrapo imortal.

Agora vai, meu Negrinho...
Dá um alce pra tordilha.
Deus te guarde... Deus te salve!
Se em meio à tua trilha
te perguntarem meu nome,
sou o primeiro farroupilha,
- meu nome é Bento Gonçalves!

 

* * *

*

O Dia da Pátria

 
- INDEPENDÊNCIA DO BRASIL -
 
1822 - 7 de Setembro - 2007
 
 
"Independência ou Morte ", Pedro Américo, 1888 - óleo sobre tela
Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, RJ 
 
* * *
 
"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
de um povo heróico o brado retumbante.
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
brilhou no céu da Pátria nesse instante." 
....
 
"Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado
E diga o verde-louro desta flâmula
Paz no futuro e glória no passado."
 
 
* * *
 
Do Hino Nacional Brasileiro
Letra de Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manoel da Silva
 
___________________
 
 
 
  

Cora. Cora Coralina. Poesia.

 

POESIA NÃO TEM IDADE

20 de agosto.

Um dia que marca o nascimento de uma grande escritora e poetisa.

Vamos falar um pouco sobre ela.

CORA CORALINA (1889 – 1985)

       Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretas, ou Cora Coralina, era filha do Desembargador Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e de dona Jacinta Luiza do Couto Brandão. Nasceu na Cidade de Goiás Velho, antiga Capital do Estado de Goiás, em 20 de agosto de 1889. Mesmo tendo cursado apenas os anos iniciais do curso primário, revelou, muito cedo, sua vocação para a literatura e a poesia. Escreveu seus primeiros contos e poemas aos quatorze anos. O primeiro livro que publicou trazia por título “Tragédia na Roça”. Em 1965, aos setenta e cinco anos, teve publicado seu livro “Poemas dos Becos de Goiás e Outras Histórias Mais”, o que levou-a a ser reconhecida em sua arte de escrever.

       Em 1979, depois de conhecer sua obra, Carlos Drummond de Andrade, em correspondência que lhe dirigiu, escreveu: “Admiro e amo você como a alguém que vive em estado de graça com a poesia. Seu livro é um encanto. Seu lirismo tem a força e a delicadeza das coisas naturais (...)”.  

 

       Dentre suas obras contam-se: “Estórias da Casa Velha da Ponte”, “Poemas dos Becos de Goiás e Histórias Mais”, “Meninos Verdes” (*), “Meu Livro de Cordel”, “O Tesouro da Casa Velha”, “Vintém de Cobre” e “A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu” (*)  

       (*) Livros infantis.

       Cora Coralina recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás e em 1983, sendo também agraciada pela União Brasileira de Escritores (UBE) com o título de Intelectual do Ano e com o Troféu Juca Pato.

       Em 10 de abril de 1985, Cora faleceu, legando-nos um acervo de belas obras literárias. Algumas, como estas:

- Eu Voltarei - 

       "Meu companheiro de vida será um homem corajoso de trabalho, servidor do próximo, honesto e simples, de pensamentos limpos. Seremos padeiros e teremos padarias. Muitos filhos à nossa volta. Cada nascer de um filho será marcado com o plantio de uma árvore simbólica. A árvore de Paulo, a árvore de Manoel, a árvore de Ruth, a árvore de Roseta...

       Seremos alegres e estaremos sempre a cantar. Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas. Teremos uma fazenda e um horto florestal. Plantaremos o mogno, o jacarandá, o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro. Plantarei árvores para as gerações futuras.

       Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros. Terão moinhos e serrarias e panificadoras. Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens e mulheres, ligados profundamente ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.

       E morrerei tranqüilamente dentro de um campo de trigo ou milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.

       Eu voltarei...

       A pedra do meu túmulo será enfeitada de espigas de trigo e cereais quebrados, minha oferta póstuma às formigas que têm suas casinhas subterra e aos pássaros cantores que têm seus ninhos nas altas e floridas frondes.

       Eu voltarei..."

- Todas as Vidas -

       "Vive dentro de mim uma cabocla velha, de mau-olhado, acocorada ao pé do borralho, olhando para o fogo. Benze quebranto. Bota feitiço... Ogum. Orixá. Macumba, terreiro. Ogã, pai-de-santo... Vive dentro de mim a lavadeira do Rio Vermelho. Seu cheiro gostoso d'água e sabão. Rodilha de pano. Trouxa de roupa, pedra de anil. Sua coroa verde de são-caetano. Vive dentro de mim a mulher cozinheira. Pimenta e cebola. Quitute bem feito. Panela de barro. Taipa de lenha. Cozinha antiga toda pretinha. Bem cacheada de picumã. Pedra pontuda. Cumbuco de coco. Pisando alho-sal. Vive dentro de mim a mulher do povo. Bem proletária. Bem linguaruda, desabusada, sem preconceitos, de casca-grossa, de chinelinha, e filharada. Vive dentro de mim a mulher roceira. Enxerto de terra. Trabalhadeira. Madrugadeira. Analfabeta. De pé no chão. Bem parideira. Bem criadeira. Seus doze filhos, seus vinte netos. Vive dentro de mim a mulher da vida. Minha irmãzinha... tão desprezada, tão murmurada... Fingindo ser alegre seu triste fado. Todas as vidas dentro de mim: na minha vida - a vida mera das obscuras!" 


- Aninha e suas pedras - 

 

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.

 

Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir. 

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede. 
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O quadro de Cora Coralina é obra do artista Ary Salles. Encontra-se no site "LOJA DE ARTE"

Sobre o Dia dos Pais

 

DIA DOS PAIS

 

 

Foto: (c) Nizhni Novorod

 

       Alguns registros históricos nos dão conta de que John Bruce Dodd (ou William Jackson Smart, o nome certo, segundo fontes diversas), americano, veterano da Guerra Civil, assumiu sozinho a criação de seis filhos, depois do falecimento de sua esposa ao dar à luz seu sexto bebê.  Em 1909 sua filha, Sonora Louise Smart Dodd, já adulta, começou a refletir sobre a força e generosidade de seu pai e teve a idéia de dedicar um dia especial, todos os anos, para homenageá-lo.  

 

       Assim, em 19 de junho de 1910, dia do aniversário do pai de Sonora Louise, foi comemorado em Spokane, Washington, o primeiro Dia dos Pais. Como símbolo oficial do evento foi escolhida a rosa: os pais ainda vivos deviam ser homenageados com rosas vermelhas e os já falecidos com rosas brancas. Em pouco tempo a comemoração ganhou a simpatia das pessoas e foi sendo adotada por outras comunidades, até que em 1972 o Presidente Americano proclamou oficialmente o terceiro domingo do mês de junho, como o Dia dos Pais.   

 

       No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de agosto de 1953. De início pretendeu-se incentivar a celebração em família, baseada nos sentimentos e costumes cristãos e para tanto foi escolhido o dia 16 de agosto, Dia de São Joaquim, pai de Nossa Senhora e avô de Jesus.  

 

       Entretanto, como os domingos sempre foram mais tradicionais para as reuniões familiares, transferiu-se a homenagem para o segundo domingo de agosto, sendo diferente das datas americana e européia, pois muitos outros países também prestam sua homenagem aos pais, conforme suas próprias tradições.   

 

       Entre estes temos a Grã-Bretanha, onde os filhos, costumeiramente, oferecem um cartão, e não presentes e a Argentina, com reuniões em família e presentes, ambos no terceiro domingo de junho. Na Itália e em Portugal a homenagem acontece no dia 19 de março, Dia de São José. Na Austrália, é no segundo domingo de setembro. Na Grécia a comemoração é recente, realiza-se no dia 21 de junho e foi inspirada no Dia das Mães. No Canadá acontece no dia 17 de junho. Na Alemanha não há um dia oficial, mas os pais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa). No Paraguai a data é comemorada no segundo domingo de junho, com reuniões em família e presentes. No Peru a data não é muito significativa, mesmo assim algumas pessoas celebram-na no terceiro domingo de junho. Na África do Sul é, como no Brasil, no segundo domingo de agosto, mas tem pouca tradição. Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais, mas a comemoração ocorre em 23 de fevereiro, "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).   

 

* * *

 

       No próximo domingo “NÓS AQUI”, como em todo o Brasil, estaremos lembrando com carinho os nossos pais – aqueles que ainda estão por aqui e os que já foram promovidos às esferas celestes, de onde, com certeza, estão, ainda, nos apoiando e inspirando  para que, como eles sempre sonharam, sejamos “pessoas de bem”. A todos eles queremos reverenciar, durante esta semana e todos os dias, expressando-lhes o nosso reconhecimento e gratidão por eles existirem.

 

       O nosso abraço muito emocionado em cada um de vocês, pais, e os parabéns por esta data tão grata a todos nós.

 

Vando

 

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P.S. – Consultei textos publicados nos sites "ARTE-EDUCAÇÃO" e "MENSAGENS E POEMAS" 

Valentine's day

 
Dia dos Namorados
 
       Foi em São Paulo, depois de uma campanha publicitária feita em 1949 por João Dória, que o Dia dos Namorados começou a ser comemorado no Brasil. Na pesquisa que fiz, consta que esse publicitário da Agência Standard Propaganda recebeu uma encomenda das Lojas Clipper que queriam melhorar o volume das vendas em junho, que era o mês mais fraco para o comércio. A partir do slogan “Não é só de beijos que se prova o amor”, instituíram, com o apoio da Confederação do Comércio do Estado de São Paulo, a véspera do dia de Santo Antonio, o “santo casamenteiro” (13 de junho) como o “Dia dos Namorados”.
 
       A moda pegou e o dia 12 de junho se tornou uma data especial, tomando conta de todo o Brasil, quando os casais apaixonados passaram a dizer “eu te amo” acompanhado de uma caixa de bombons, um ramalhete de flores, um cartão e até presentes mais dispendiosos.
 
       A comemoração não é privilégio nosso. Em outros países a data é 14 de fevereiro, dia de São Valentim, o “Valentine’s Day”. Mas nesses, as pessoas não lembram apenas o “bem-amado” ou a “bem-amada”, mas também os amigos, com quem trocam saudações, mensagens e presentes, naturalmente. Na Itália, as pessoas fazem um grande banquete. Na Inglaterra, as crianças cantam canções e recebem doces e balas de frutas de seus pais. E na Dinamarca, as pessoas mandam flores prensadas umas às outras, chamadas "flocos de neve". No Japão a data foi introduzida em 1936 e o costume neste dia é as mulheres presentearem os seus amados com caixas de chocolates. Nos Estados Unidos, nos dias que antecedem o 14 de fevereiro, lojas de cartões, livrarias, lojas de departamentos e drogarias oferecem uma grande variedade de cartões comemorativos chamados Valentines.  Nas escolas as crianças compram ou fazem cartões para seus amigos e professores.
 
       Sendo uma data criada com objetivos comerciais, ou não, o fato é que ela merece, de todos nós, um carinho particular. Pelo menos nesse dia vale a pena parar um pouco e dedicar àquele alguém muito especial - o nosso ou a nossa “cara-metade” (em alguns casos, como um, que conheço, “os meus noventa e oito por cento”) - alguma atenção, um mimo, uma palavra de carinho, um gesto de ternura, um afago, um ... “EU TE AMO!” dito do fundo do coração.
 
       O 12 de junho, para nós, vale por isto.
 
Vando
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Foto: Cartão Postal antigo - Karen Swhimsy Site 
 
 
PAR PERFEITO EXISTE?
 
"Falo a Língua dos Loucos..."
 
       Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um Júlio ou um Alexandre na vida? Tudo bem, pode ser uma Juliana, uma Natália, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...
 
       Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!

       A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e aí? O que isso te acrescenta? Nessas horas, sempre surge aquela tradicional perguntinha: por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida???

       Se o tal "amor" é impontual e imprevisível, que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... 

       "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer".

       Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara-metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona. Mas é a realidade. Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo.

       Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto...

       Não lembro se foi o Wando ou se foi o Reginaldo Rossi que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho..." eles não venderiam mais nenhum disco. Não adianta, o público gosta e vibra com o brega". Não adianta tapar o sol com a peneira.

       Por mais que você não admita: você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em "Titanic "e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em "Uma Linda Mulher". Existe pelo menos uma música sertaneja ou um pagodinho que te deixe com dor de cotovelo.

       Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja. Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você está apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel. Você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja. Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco.
 
       Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "E foram felizes para sempre..."

       Bem, preciso continuar? Ok, acho que não... Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto está perdendo...

       "O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance"

       "Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos."
 
Luis Fernando Veríssimo

MEIO AMBIENTE

 
- 5 DE JUNHO -
DIA DA ECOLOGIA
DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE
 
       A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas - O.N.U. - aprovou, no dia 15 de dezembro de 1972, a resolução nº 2994, criando o "DIA DA ECOLOGIA" e "DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE", a serem comemorados anualmente no dia 5 de junho.
 
       Não há como negar que é uma data importante para nos fazer refletir sobre a nossa casa, este lindo "Planeta Azul" que diariamente é agredido por nós mesmos, que aqui habitamos e dele dependemos para viver e, no entando, não temos, para com ele, o menor carinho ou respeito. 
 
       Desde a semana passada estive pensando em escrever alguma sobre este assunto, mas a "inspiração" não veio, de jeito nenhum. Ontem, remexendo os meus livros, encontrei dentro de um deles, datilografado, o texto que passo a publicar. Ele estava lá há muito tempo, pois, - pasmem! - eu o datilografei na minha velha Remington 35 L. Veio a calhar.
 
       Sei que há outras versões, pois foi traduzido por diversas pessoas, de muitos países, algumas omitindo frases inteiras, outras enfatizando apenas fragmentos que, no momento, lhes pareciam mais importantes. Não sei quem fez esta esta versão nem se é integral, mas ainda assim ela diz muito e nos "sacode" um pouco para que despertemos a nossa "consciência ecológica".
 
      Não vou dizer mais nada, pois o que é importante é o texto e a belíssima mensagem que ele traz. É a forma que encontrei para deixar registrada em "Nós Aqui" a referência a esta data que merece a nossa atenção. 
 
Vando
 
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Carta do Chefe Seattle

"Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas"

 

- Chefe Seattle, 1864 - Foto do saite ENCONTR-ART -

Carta escrita em 1854 pelo chefe Seatle, e dirigida ao presidente dos Estados Unidos da América, quando este lhe propôs comprar grande parte de terras de sua tribo.

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       Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, com é possível comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrada para o meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra da floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.
       O
s mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos das campinas, o calor do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.
       O
Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra. Ele pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.
       E
ssa água brilhante que escorre nos riachos não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se que ela é sagrada e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida de meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.
       O
s rios são nossos irmãos e saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também e que, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
       S
abemos que o homem branco não compreende os nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa com isto. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
       E
u não sei que os nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem. 
        Não há lugar quieto na cidade do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar das flores na primavera ou o bater das asas de um inseto. Talvez eu seja um selvagem e não compreenda. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o canto solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.
       O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio verão limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.
       O ar é precioso para o homem vermelho pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. O homem branco, como um agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se verdermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro aspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.
       P
ortanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como irmãos.
       S
ou um selvagem e não compreendo outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que o alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecermos vivos.
       O
que é o homen sem os animais? Se todos os animais se fossem os homens morreriam de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.
       V
ocês devem ensinar as suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.
       Isto sabemos: a terra não pertence ao homem. O homem é que pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisa estão ligadas como o sangue que une a família. Há uma ligação em tudo.
       O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fazer ao tecido, fará a si mesmo. Mesmo o homem branco cujo Deus caminha e fala como ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo.
De uma coisa estamos certos e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.
       Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruídos por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É 
o final da vida e o início da sobrevivência.

* * *

 

Os Reis Magos

 

Os Santos Reis ou Reis Magos

  

Todos os anos os povos latinos revivem as tradições do Natal com árvores decoradas, presentes, Missa do Galo e a adoração dos Reis Magos, presentes na singeleza do presépio. Essa representação do Natal, o presépio, foi criado por São Francisco de Assis no século XIII. Também os apócrifos revelam detalhes da cena em que os Reis Magos estão diante do Menino Jesus. Os textos apócrifos são obras dos séculos II e III da era cristã que preenchem lacunas sobre a vida de Jesus e de outros personagens importantes do Novo Testamento.

Mas o que representam esses Reis Magos na cena do presépio? Conforme conta a história, teria ocorrido uma revelação interior a Melquior, Baltazar e Gaspar, através de um anjo, que fez com que os Reis descobrissem a relação entre a estrela-guia e o Messias, chamado Jesus. Melquior era rei da Pérsia; Baltazar, da Índia; e Gaspar reinava em um país árabe.

Após o aviso do anjo, eles caminharam, por nove meses, até Belém. Dar presentes era um costume oriental, assim, os Reis Magos ofereceram a Jesus ouro, incenso e mirra. O incenso simbolizava a sua essência divina, o ouro lembrava a sua realeza, a mirra reportava-se à essência humana. Ademais, tais produtos expressavam as idades do homem: a juventude e a fecundidade do trabalhador, a maturidade e firmeza do guerreiro, a experiência e sabedoria do sacerdote.

O mais jovem dos três reis, ao ver o Menino Jesus, reparou que Ele tinha sua própria idade e aparência. O mesmo ocorreu com o rei de meia-idade e com o mais velho deles. Ao estarem os três diante do bebê, viram que Jesus assumiu a aparência da idade que tinha, isto é, de uma criança de 13 dias que aceitou os três presentes que lhe foram oferecidos. Ele era Rei terreno, era Eterno, era Deus. Os Reis Magos ouviram um anjo, em sonho, para que retornassem à suas nações, de tal maneira que descartassem Jerusalém e Jericó de suas rotas, caso contrário, o Menino Jesus poderia ser morto pelo rei Herodes.

Novamente, uma estrela os guiou e esse caminho pode ter sido pelo rio Jordão ou um desvio para o sul, através de Berseba, atualmente roteiro para Meca no território de Moab e Mar Morto. Dizem que depois do retorno, os Reis Magos foram batizados através de São Tomás e trabalharam para a propagação da fé em Cristo. No século IV, as Igrejas do Oriente celebravam, em 6 de Janeiro, a festa do nascimento de Cristo, a Adoração dos Magos, enquanto que no Ocidente, o Nascimento era celebrado em 25 de dezembro. Posteriormente, ambas passaram a celebrar as duas datas: 25 de Dezembro, a Natividade; e 6 de Janeiro, o Dia dos Reis Magos ou Dia dos Santos Reis.

- Do saite das Irmãs Paulinas - http://www.paulinas.org.br -

* * *

Gravura: do Saite http://natalnatal.no.sapo.pt

19 de Novembro - Dia da Bandeira

 - HINO À BANDEIRA - 

(Poesia de Olavo Bilac - Música do Maestro Francisco Braga)   

 

Salve, lindo pendão da esperança!

Salve, símbolo augusto da paz!

Tua nobre presença à lembrança

A grandeza da Pátria nos traz.

Estribilho

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito varonil!

Querido símbolo da terra

Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas

Este céu de puríssimo azul,

A verdura sem par destas matas

E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

(Estribilho)

Contemplando o teu vulto sagrado

Compreendemos o nosso dever.

E o Brasil por seus filhos amado,

Poderoso e feliz há de ser! 

(Estribilho)

Sobre a imensa Nação Brasileira,

Nos momentos de festa ou de dor,

Paira sempre, sagrada Bandeira,

Pavilhão de justiça e de amor. 

 

A Bandeira do Brasil foi adotada pelo decreto de lei nº 4 de 19 de Novembro de 1889, quatro dias após a Proclamação da República no Brasil.

SÍMBOLOS RIO-GRANDENSES

 

- Semana Farroupliha -

14 a 20 de Setembro de 2006

 - 171° ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO DOS FARRAPOS -

Símbolos Rio-Grandenses

- A BANDEIRA - 

O formato da bandeira gaúcha, como a conhecemos hoje, surgiu durante a campanha republicana no Brasil, na Segunda metade do século XIX, quando jovens políticos como Júlio de Castilhos, no intuito de derrubar a monarquia de D. Pedro II, foram buscar no passado gaúcho símbolos republicanos, da época em que o Rio Grande do Sul fora República, durante a Guerra dos Farrapos. Naquele período, os farroupilhas, ao proclamarem a república rio-grandense, adotaram como bandeira um pavilhão quadrado onde as duas cores brasileiras- o verde e o amarelo- separadas pelo vermelho da guerra. Na mesma época, os farrapos mandaram confeccionar no estrangeiro lenços de seda em cujo desenho aparece a influência da maçonaria.
Surgiu, assim, a bandeira, com o brasão tirado do lenço já impresso. Basicamente, essa é a bandeira do Estado do Rio Grande do Sul tal qual como a conhecemos hoje.

 

Estandarte Farroupilha - Histórico


- O Hino Rio-Grandense - 

O hino é o que se compõe da revisão da música de Joaquim José de Mendanha, realizada por Antônio Tavares Corte real, com versos de Francisco Pinto da Fontoura, de forma abreviada consagrada pelo uso popular: a primeira e a última estrofe do poema original, com o estribilho.

HINO RIO-GRANDENSE

Letra: Francisco Pinto da Fontoura
Música: Joaquim José de Mendanha


Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o vinte de setembro
o precursor da liberdade.

(Estribilho)
Mostremos valor, constância
nesta ímpia e injusta guerra;
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda a terra.

Mas não basta p'ra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo;
povo que não tem virtude,
acaba por ser escravo. 

- O Brasão - 

O brasão rio-grandense remonta a época dos farrapos. Segundo pesquisadores, a sua origem exata é desconhecida. Porém, acredita-se que foi desenhado originalmente pelo padre Hildebrando, recebendo a arte final do Major Bernardo Pires, que pertencia à Maçonaria, o que o influenciou na execução da obra. Ambos foram farroupilhas, com serviços relevantes à causa.

 


(Fonte de Pesquisa: Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore - 

www.igtf.rs.gov.br)
Publicação do saite da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul - http://www.sedac.rs.gov.br/

Sete de Setembro

 

Semana da Pátria

1822 – Sete de Setembro – 2006

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

184 anos

Pátria

(Rui Barbosa)

"A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à idéia, à palavra, à associação.

A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade.

Os que a servem são os que não invejam, os que não infamam, os que não conspiram, os que não sublevam, os que não desalentam, os que não emudecem, os que não se acovardam, mas resistem, mas ensinam, mas esforçam, mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo.

Porque todos os sentimentos grandes são benignos, e residem originariamente no amor. No próprio patriotismo armado, o mais difícil da vocação e a sua dignidade, não está no matar, mas no morrer. A guerra legitimamente, não pode ser o extermínio, nem a ambição: é simplesmente a defesa. Além desses limites, seria um flagelo bárbaro, que o patriotismo repudia".  

- = - = - = -

Pátria

(Olavo Bilac)

Pátria, latejo em ti, no teu lenho, por onde
Circulo! e sou perfume, e sombra, e sol, e orvalho!
E, em seiva, ao teu clamor a minha voz responde,
E subo do teu cerne ao céu de galho em galho!


Dos teus liquens, dos teus cipós, da tua fronde,
Do ninho que gorjeia em teu doce agasalho,
Do fruto a amadurar que em teu seio se esconde,
De ti, - rebento em luz e em cânticos me espalho!


Vivo, choro em teu pranto; e, em teus dias felizes,
No alto, como uma flor, em ti, pompeio e exulto!
E eu, morto, - sendo tu cheia de cicatrizes,


Tu golpeada e insultada, - eu tremerei sepulto:
E os meus ossos no chão, como as tuas raízes,
Se estorcerão de dor, sofrendo o golpe e o insulto!
 

* * * * * * *

Homenagem de "NÓS AQUI" ao nosso BRASIL, na "Semana da Pátria de 2006".

* * * * * * *

Dia do Soldado

25 DE AGOSTO

- Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias -

"O Condestável do Império" - "O Pacificador" 

Patrono do Exército Brasileiro

Sobre a história da Pátria, ó Caxias,
Quando a guerra troveja minaz,
O esplendor do teu gládio irradias,
Como um íris de glória e de paz.

Foste o alferes, que guiando, na frente,
O novel pavilhão nacional,
Só no Deus dos exércitos crente,
Coroaste-o de louro imortal!

De vitória em vitória, traçaste
Essa grande odisséia, que vai
Das revoltas que aqui dominaste,
Às jornadas do atroz Paraguai.

Do teu gládio sem par, forte e brando,
O arco de ouro da paz se forjou,
Que as províncias do Império estreitando
À unidade da Pátria salvou.

Em teu nome ó Caxias, se encerra
Todo ideal do Brasil militar:
Uma espada tão brava na guerra,
Que fecunda na paz a brilhar!

Tu, que foste, qual fiel condestável,
Do dever e da lei o campeão
Sê o indígete sacro o inviolável,
Que hoje inspire e proteja a Nação!

(Estrofes do Hino ao Duque de Caxias, sem o estribilho - Letra: D Aquino Correia - Música: Francisco de Paula Gomes) 

Vando

Homenagem aos Pais, no seu Dia

 
- MEU PAI -
 
("Preciso de Ti" - Pedro Strecht)
  
Dedicado aos pais que estão aqui, hoje, e aos que, já tendo cumprido sua missão, ascenderam a paisagens etéreas e agora nos sorriem... de algum lugar do Universo. (Nós Aqui)
 
 
 Meu pai foi à lua e deixou-me. E assim fiquei no jardim, à noite, olhando para cima, pensando se ele sonharia comigo, com os meus irmãos ou nos veria depois, dormindo.

E então o tempo passou, e a luz incandescente do seu relógio brilhando no escuro apagou-se. Finalmente, um dia, ele chegou, montado na cauda de um cometa em colisão com a Terra. Ou seria na ponta de uma estrela?...

Mas já não era como eu o tinha imaginado. Era simplesmente um homem, vestido como os outros homens, carregado de destino, cheio de defeitos, vícios, omissões... mas também de muitas coisas boas.

E falou sobre um local que ambos conhecíamos, de tempos em que passamos juntos, de coisas que a memória já não guardava. O sorriso maior, os olhos mais redondos. Era ele! Sim, é verdade, era ele. Tinha-o para mim e ele ali estava.

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Foto: Ron Adair (c) 2005

Dia dos Namorados

 

A tradição do dia dos namorados

 

No Brasil comemoramos o dia dos namorados no dia 12 de junho.

Mas em grande parte do mundo,como nos EUA, Itália e Canadá, a data escolhida é 14 de fevereiro, dia de São Valentim, ou São Valentino, para alguns, ou ainda o Valentine's Day dos americanos, um santo devotado à idéia do amor.

Na verdade, há dois santos "Valentino". Um deles foi um padre, santo e mártir, que viveu no tempo do império romano, no ano de 269, durante a perseguição aos cristãos.

Segundo a lenda, o imperador Cláudius II estava mais interessado em seu exército e nas guerras do que na vida em família, e ele estava convencido de que os solteiros, sem esposas nem filhos, eram melhores soldados do que os casados e não teriam medo no campo de batalha.

Tanto era verdade, que o imperador foi longe a ponto de ditar uma lei proibindo o casamento. São Valentino, contudo, desafiou o imperador e continuou a celebrar matrimônios em segredo, até ser descoberto, preso e executado.

O outro São Valentino também viveu sob o império romano. Ele levava uma vida simples e era especialmente bondoso com as criancinhas. Um dia, Valentino foi jogado na prisão pelos romanos por ter se recusado a adorar os deuses deles. Dizia-se que as crianças escreviam mensagens de amor para ele e as lançavam pela janela da cela. Estes foram os primeiros cartões do "dia dos namorados". Mas não existe nenhum registro histórico disso. 

Os cartões que conhecemos hoje foram feitos pela primeira vez por volta de 1800. Alguns eram bem enfeitados, coloridos e decorados com pássaros e flores. Atualmente, alguns dos cartões mais populares são os de humor. 

No Brasil, apesar de ser comemorado às vésperas do dia de Santo Antonio, o famoso santo casamenteiro, ele não tem, praticamente, nenhuma relação. Tudo começão depois que uma campanha publicitária foi realizada em 1949 por uma agência de publicidade. Para melhorar as vendas do mês de junho, até então o mês mais fraco para o comércio, uma determinada rede de lojas de São Paulo instituiu a data, usando o slogan "Não é só de beijos que se prova o amor".

A agência ganhou o título de agência do ano e a moda pegou, para a alegria dos comerciantes. Desde então, 12 de junho se tornou uma data especial, unindo ainda mais os casais apaixonados, com direito a troca de presentes, cartões, bilhetes, flores, bombons....uma infinidade de opções para se dizer "Eu Te Amo!".

Nem todos os países comemoram o dia dos namorados como nós fazemos. Na Itália, as pessoas fazem um grande banquete no dia 14 de Fevereiro. Na Inglaterra, as crianças cantam canções a recebem doces e balas de frutas de seus pais. E na Dinamarca, as pessoas mandam flores prensadas umas às outras, chamadas "flocos de neve".

No Japão a data foi introduzida em 1936 e o costume neste dia é as mulheres presentearem os seus amados com caixas de chocolates. Embora a data represente uma oportunidade para as mulheres declararem o seu amor, nos últimos anos o giri choco (chocolate de cortesia ou “obrigação”) também se encontra presente na cesta de compra de grande parcela da população feminina japonesa. Mas, muita gente ainda reluta em adotar a data, alegando que se trata de uma jogada comercial, no que não deixam de ter razão, uma vez que o Valentine’s Day representa cerca de 20% do volume anual de vendas das fábricas de chocolate do arquipélago. Mas, o que vale mesmo é a intenção e não há como negar que a vida fica um pouquinho mais doce com estas declarações de amor e com estes chocolates.

Nos Estados Unidos nos dias que antecedem 14 de fevereiro, lojas de cartões, livrarias, lojas de departamentos e drogarias oferecem uma grande variedade de cartões comemorativos chamados Valentines. Os adultos costumam comprar cartões para acompanhar presentes mais elaborados como doces, flores ou perfumes. Nas escolas as crianças apreciam comprar ou fazer cartões para seus amigos e professores.

Mas, cá entre nós, todo dia é dia para se dizer "Eu Te Amo!"

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Adaptado do saite "Portal da Família"

 http://portaldafamilia.org/ 

 Fotos - 1) Sixty Years Together, (c) 2004 by Aivars B.

              2) First Love, (c) Elena Zabelin