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    Repassando

     
    A MENINA QUE CALOU O MUNDO POR CINCO MINUTOS
     
         
     
    Recebi o link deste vídeo. Depois de assisti-lo diversas vezes, resolvi compartilhar com vocês. Não vou fazer nenhum comentário. Assistam, avaliem e tirem suas próprias conclusões. Estou apenas repassando.
     
    Vando
     
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    - Vídeo gravado durante a ECO-92, no Rio de Janeiro - 
     
     

    30 DE JULHO DE 2008

     

    PARABÉNS, POETA! 

     

     

      

    - O Poeta na Rua da Praia - Foto Liane Neves - 

     

           MÁRIO QUINTANA nasceu em Alegrete, RS, em 30 de julho de 1906 e faleceu aqui em Porto Alegre, no dia 5 de maio de 1994. Durante toda a sua vida foi poeta. Seu jeito de menino matreiro acompanhou-o por todos os seus oitenta e oito anos pródigos de belas crônicas, versos, frases, pensamentos e poesias.

     

           Pois hoje, dia 30 de julho de 2008, Quintana faz aniversário. Lá, junto com o Anjo Malaquias e rodeado pelas namoradas a quem cantou em versos cheios de ternura, ele comemora os cento e dois anos de sua descida a este planeta complicado ao qual, na verdade, nunca conseguiu se ambientar completamente. 

     

           Então, poeta, aqui fica o abraço e o carinho da Família “NÓS AQUI”, que te recorda recitando dois dos poemas que escreveste pensando, certamente, nas tuas amadas.

    Soneto Azul

    Quando desperto mansamente agora
    é toda um sonho azul minha janela
    e nela ficam presos estes olhos,
    amando-te no céu que faz lá fora.

    Tu me sorris em tudo, misteriosa...
    e a rua que – tal como outrora – desço,
    a velha rua, eu mal a reconheço
    em sua graça de menina-moça...

    Riso na boca e vento no cabelo,
    delas vem vindo um bando... E ao vê-lo
    por um acaso olha-me a mais bela.

    Sabes, eu amo-te a perder de vista...
    e bebo, então, com uma saudade louca,
    teu grande olhar azul nos olhos dela!

    (Do livro “Baú de Espantos” – Editora Globo, RJ, 1988)

    Quem Ama Inventa

    Quem ama inventa as coisas a que ama...
    Talvez chegaste quando eu te sonhava.
    Então de súbito acendeu-se a chama!
    Era a brasa dormida que acordava...

    E era um revôo sobre a ruinaria,
    No ar atônito bimbalhavam sinos,
    Tangidos por uns anjos peregrinos
    Cujo dom é fazer ressurreições...

    Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
    O palpitar de nossos corações
    Batendo juntos e festivamente,

    Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
    Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
    Nem sabes tu o bem que faz à gente
    Haver sonhado... e ter vivido o sonho!

     

    (Do livro “A Cor do Invisível” – Ed. Globo, SP, 1994)