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    Ode à Música

     

    Gibran Khalil Gibran

     

    DIVINA MÚSICA!

     

    Filha da Alma e do Amor.
    Cálice da amargura e do Amor.
    Sonho do coração humano, fruto da tristeza.
    Flor da alegria, fragrância e desabrochar dos sentimentos.
    Linguagem dos amantes, confidenciadora de segredos.
    Mãe das lágrimas do amor oculto.
    Inspiradora de poetas, de compositores e dos grandes realizadores.
    Unidade de pensamento dentro dos fragmentos das palavras.
    Criadora do amor que se origina da beleza.
    Vinho do coração que exulta num mundo de sonhos.
    Encorajadora dos guerreiros, fortalecedora das almas.
    Oceano de perdão e mar de ternura.
    Ó música!
    Em tuas profundezas depositamos nossos corações e almas.
    Tu nos ensinaste a ver com os ouvidos e a ouvir com os corações.

     

    Gibran Kahlil Gibran

     6-12-1883 – 10-4-1931

    LIVRO DE VISITAS

     
    MENSAGENS ANTIGAS
     
    Hoje, finalmente, consegui um tempo e incluí no "LIVRO DE VISITAS" as mensagens do livro antigo.
     
    Vocês devem estar lembrados que no dia 16 de abril deste ano eu subsituí o "velho" livro pelo atual, que é mais bonito e fácil de ser assinado, sem necessidade de senha para o acesso.
     
    Transcrevi - na verdade, "colei", sem nenhuma alteração ou edição - aquelas mensagens. Junto aos nomes dos que assinaram, estão a data e o horário em que foram postadas.
     
    Alguns nomes têm ao lado um número, que é a ordem seqüencial, mas nas demais eu tirei esses números. É a única alteração que fiz, pois não adulteram a mensagem conforme foi escrita.  
     
    Eu não queria, de forma alguma, perdê-las, de modo que conservei até hoje o original que, agora, estou deletando. 
     
    Isto é mais um pequeno detalhe que faço questão de compartilhar com vocês e espero que mereça aprovação.
     
    Vando 
     

    Hoje tem marmelada?

     
    "TÁ CERTO OU NÃO TÁ?" 
     
    George Savalla Gomes, o “Carequinha” (1915 – 2006 )
     
    O "Carequinha" - Fonte: Jornal do Senado
     
     
        Neste próximo dia 18 de julho, lembramos o nascimento de uma figura que se tornou conhecida em todo o Brasil e mesmo no exterior, e que foi, sem nenhuma sombra de dúvida, ídolo de todas as crianças: Carequinha.
     
        Estive pesquisando um pouco sobre a biografia deste personagem encantador e, depois de consultar diversas fontes (PHOTOGRAPHOS  -  ESTADÃO.COM.BR  -  BRASIL CULTURA  -  ISTO É – GENTE  -  O CIRCO DO CAREQUINHA ) tento resumir, para vocês, um pouco do que conseguI.
     
        George Savalla Gomes, o "Carequinha", nasceu dentro do circo. Foi na noite de 18 de julho de 1915, em Rio Bonito, no Estado do Rio de Janeiro. Era filho dos trapezistas Elisa Savalla e Lázaro Gomes. A origem circense de sua família vem desde três gerações. Seu avô materno era proprietário de circo no Peru. Sua mãe, Elisa, já nascida no Brasil, era trapezista e malabarista. Depois da morte do marido, Lázaro, casou com Osório Portírio, também de origem circense.
     
        Aos cinco anos de idade, em Carangola, Minas Gerais, Carequinha estreou no picadeiro, quando o padrasto Osório Portírio, após alguns ensaios, colocou uma careca no pequeno menino e deu o nome ao seu personagem.

        Anos mais tarde, numa de suas viagens a Poços de Caldas, MG, com o circo do padrasto, conheceu a mulher, Eufídia Gomes. “Em quinze dias nos conhecemos, namoramos e casamos” – conta Carequinha em uma de suas entrevistas.
     
        Carequinha nunca quis ter o seu próprio circo, preferindo seguir a vida artística como cantor, compositor e apresentador de shows e programas de rádio e televisão. De forma um tanto sucinta, posso relacionar, como destaques em sua biografia, as seguintes datas, conforme as extraí das fontes que mencionei:
     
        Em 1938 estreou como cantor na Rádio Mayrink Veiga no Rio de Janeiro, no programa "Picolino", de Barbosa Júnior.
     
        Em 1950 passou a trabalhar na recém inaugurada TV Tupi, formando uma dupla de palhaços com Fred, nome artístico utilizado por Fred Vilar, no programa "Circo do Carequinha", tornando-se pioneiro do circo na televisão brasileira e de programas infantis ao vivo na TV. O programa permaneceu no ar durante 16 anos.
     
        Em 1957 realizou sua primeira gravação: as marchas "Fanzoca do rádio", de Miguel Gustavo, que se tornou a marcha mais popular do ano seguinte, e "O preço da gripe", de Miguel Gustavo e Altamiro Carrilho. No mesmo ano, gravou aquele que seria seu maior sucesso, a valsa "Alma de palhaço", de sua autoria e de Fred. No ano seguinte gravou, de Altamiro Carrilho, a valsa "Saudade de Papai Noel". No mesmo ano, gravou de Altamiro Carrilho, Miguel Gustavo e Carrapicho, a marcha "As brabuletas (*) de Brasília" e de Miguel Gustavo, a batucada "Dá um jeito, Nonô". 
     
        (*) Borboletas. Nota minha.
     
        Em 1959 gravou a marcha "Parabéns! Parabéns!", de Altamiro Carrilho e Irani de Oliveira, que se tornou um verdadeiro hino dos aniversários infantis; a valsa "Missa do galo" dele e Mirabeau e a marcha "Carnaval do J. K.", de motivo popular, com arranjo de Altamiro Carrilho e Miguel Gustavo, entre outras.
     
        Em 1960 gravou, de Altamiro Carrilho e Irani de Oliveira, o fox "O bom menino", que além de ser um de seus maiores sucessos, tornou-se também um clássico do cancioneiro infantil - ( quem não lembra? - "o bom menino não faz xixi na cama..."). No mesmo ano, gravou em parceria com Mirabeau e Jorge Gonçalves, a marcha "Canção das mães".
     
        Em 1961 gravou a valsa "Canção da criança", de Francisco Alves e René Bittencourt, que se tornou outro de seus sucessos. No mesmo ano lançou o LP "Carequinha no Parque Shangai", com produção de Getúlio Macedo, e com músicas do próprio Getúlio e Hamilton Sbarra, tais como: "Roda gigante", "Trem fantasma", "Carroussel", "Bicho da seda", "Auto-pista" e "Montanha-russa". Em 1962 gravou, entre outras composições, "Twist do cachorrinho", de Nazareth de Paula e Joluz, e "Chicotinho queimado", dele e Almeidinha.
     
        Em 1963, gravou as marchas "Bloco do Carequinha", de Vicente Amar e Almeidinha e "É... Bebé ?" de Antônio Almeida. Em 1964 gravou as marchas "Vaca Malhada", de Brazinha e Vicente Amar e "Joaquim, cadê sua meia?" de José Saccomani, Valdemar e Castrinho. Gravou, entre outros, os LPs "Amiguinho das crianças", "Baile do Carequinha" e "Carequinha", todos pela Copacabana. 
     
    Foto Rudy Trindade - eu digitalizei
     
     
    PRÊMIOS E HOMENAGENS
     
        Em 1964, ganhou a medalha de 1º Palhaço Moderno do Mundo, na Itália, disputando com palhaços de 20 países. Fez shows em Portugal, nos EUA, na Argentina e no Reino Unido. Nos anos 80, apresentou por quase três anos um programa infantil na extinta TV Manchete.
      
        Em 1991 Carequinha foi homenageado pela Escola de Samba Acadêmicos do Beltrão, de Niterói, RJ, com o enredo “Carequinha, O Palhaço Herói”.  
     
        Em 2002 participou do desfile das Escolas de Samba Unidos do Porto da Pedra e Mocidade Independente de Padre Miguel.
     
        Considerado um dos mais importantes palhaços de circo do Brasil, comemorou o aniversário de 87 anos em 2002, com uma apresentação no Teatro João Caetano.
     
        Em 2003, ao completar 88 anos, Carequinha foi homenageado por seresteiros em Rio Bonito, e foi recebido por 4 mil crianças na quadra da Escola de Samba Porto da Pedra, em São Gonçalo, RJ, onde morava.
     
        Durante várias gerações Carequinha foi um dos maiores ídolos infantis, adorado por crianças de todas as idades. Seus discos foram ouvidos milhares de vezes e serviram como tema e fundo musical para todas as festas e aniversários infantis. 
     
        Carequinha, o maior e mais querido palhaço que o Brasil já conheceu, faleceu no dia 5 de abril de 2006, três meses antes de completar 91 anos. 
     
    * * *
     
        Com esta publicação, penso que "NÓS AQUI" presta uma homenagem muito merecida a este artista que conquistou a simpatia e o carinho de muitas gerações, não só pela sua alegria mas pelo carisma inigualável que possuía. A ele, a nossa gratidão por ter existido e vivido entre nós. 
     
         Você, Carequinha, estará sempre nos nossos corações. 
     
           Vando 

     

    O Príncipe dos Poetas Brasileiros

     
    GUILHERME DE ALMEIDA  
     
    Guilherme de Almeida (1890 - 1969)
     
           Um dos grandes destaques deste mês de julho é o nome de Guilherme de Almeida, o Príncipe dos Poetas Brasileiros. Nascido em 24 de julho de 1890, em Campinas, SP, foi uma personalidade de destaque nos meios intelectuais e sociais como poeta, jornalista, advogado, cronista, tradutor, além de desenhista e profundo conhecedor de cinema. Faleceu em 1969, em São Paulo, SP, também num mês de julho, no dia 11.
     
           É dele este belo soneto dedicado ao grande Anchieta:

    Prece a Anchieta

    Santo: ergueste a cruz na selva escura;
    Herói: plantaste nossa velha aldeia;
    Mestre: ensinaste a doutrina pura;
    Poeta: escreveste versos sobre a areia!

     
    Golpeia a cruz a foice inculta e dura;
    Invade a vila multidão alheia;
    Morre a voz santa entre a distância e a altura;
    Apaga o poema a onda espumejante e cheia...

    Santo, herói, mestre e poeta: — Pela glória
    que deste a esta Terra e à sua História,
    Pela dor que sofremos sempre nós.

    Pelo bem que quiseste a este povo,
    O novo Cristo deste Mundo Novo,
    Padre José de Anchieta, ora por nós!

    União

     
     
    - A LIÇÃO DO FOGO -   
     
    “Promovendo a união de um grupo, se mantém a chama acesa, forte, eficaz e duradoura.” 
     
     
           Um membro de um determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.  
     
           Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada.
     
           No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenhas que ardiam. Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.
     
           O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada fuligem acinzentada. 
     
           Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
     
           Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
     
           - Obrigado por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe! 
     
    * * *
     
    Reflexão:
     
    Aos membros de um grupo vale lembrar que eles fazem parte da chama e que longe do grupo eles perdem todo o brilho. Aos líderes vale lembrar que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.
     
    Gabriel Pevide  
     
    * * *
     
    Transcrito do jornal "BEM ESTAR - QUALIDADE DE VIDA", nº 47, Jul 2007, página 2