NÓS's profile"NÓS AQUI" - Os GONÇALVE...PhotosBlogListsMore Tools Help

Blog


    Valentine's day

     
    Dia dos Namorados
     
           Foi em São Paulo, depois de uma campanha publicitária feita em 1949 por João Dória, que o Dia dos Namorados começou a ser comemorado no Brasil. Na pesquisa que fiz, consta que esse publicitário da Agência Standard Propaganda recebeu uma encomenda das Lojas Clipper que queriam melhorar o volume das vendas em junho, que era o mês mais fraco para o comércio. A partir do slogan “Não é só de beijos que se prova o amor”, instituíram, com o apoio da Confederação do Comércio do Estado de São Paulo, a véspera do dia de Santo Antonio, o “santo casamenteiro” (13 de junho) como o “Dia dos Namorados”.
     
           A moda pegou e o dia 12 de junho se tornou uma data especial, tomando conta de todo o Brasil, quando os casais apaixonados passaram a dizer “eu te amo” acompanhado de uma caixa de bombons, um ramalhete de flores, um cartão e até presentes mais dispendiosos.
     
           A comemoração não é privilégio nosso. Em outros países a data é 14 de fevereiro, dia de São Valentim, o “Valentine’s Day”. Mas nesses, as pessoas não lembram apenas o “bem-amado” ou a “bem-amada”, mas também os amigos, com quem trocam saudações, mensagens e presentes, naturalmente. Na Itália, as pessoas fazem um grande banquete. Na Inglaterra, as crianças cantam canções e recebem doces e balas de frutas de seus pais. E na Dinamarca, as pessoas mandam flores prensadas umas às outras, chamadas "flocos de neve". No Japão a data foi introduzida em 1936 e o costume neste dia é as mulheres presentearem os seus amados com caixas de chocolates. Nos Estados Unidos, nos dias que antecedem o 14 de fevereiro, lojas de cartões, livrarias, lojas de departamentos e drogarias oferecem uma grande variedade de cartões comemorativos chamados Valentines.  Nas escolas as crianças compram ou fazem cartões para seus amigos e professores.
     
           Sendo uma data criada com objetivos comerciais, ou não, o fato é que ela merece, de todos nós, um carinho particular. Pelo menos nesse dia vale a pena parar um pouco e dedicar àquele alguém muito especial - o nosso ou a nossa “cara-metade” (em alguns casos, como um, que conheço, “os meus noventa e oito por cento”) - alguma atenção, um mimo, uma palavra de carinho, um gesto de ternura, um afago, um ... “EU TE AMO!” dito do fundo do coração.
     
           O 12 de junho, para nós, vale por isto.
     
    Vando
    ______________
     
     
     
    Foto: Cartão Postal antigo - Karen Swhimsy Site 
     
     
    PAR PERFEITO EXISTE?
     
    "Falo a Língua dos Loucos..."
     
           Quem é que nunca teve um Marcelo, um Felipe, um Ricardo, um Júlio ou um Alexandre na vida? Tudo bem, pode ser uma Juliana, uma Natália, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...
     
           Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!

           A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e aí? O que isso te acrescenta? Nessas horas, sempre surge aquela tradicional perguntinha: por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida???

           Se o tal "amor" é impontual e imprevisível, que se dane! Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que diz que não é... 

           "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer".

           Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido... Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara-metade! Pode dar o nome que quiser: amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo. Pode soar brega, cafona. Mas é a realidade. Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo.

           Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta vida a sensação de sonhar acordada, de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto...

           Não lembro se foi o Wando ou se foi o Reginaldo Rossi que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho..." eles não venderiam mais nenhum disco. Não adianta, o público gosta e vibra com o brega". Não adianta tapar o sol com a peneira.

           Por mais que você não admita: você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em "Titanic "e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos em "Uma Linda Mulher". Existe pelo menos uma música sertaneja ou um pagodinho que te deixe com dor de cotovelo.

           Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja. Você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você está apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel. Você já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja. Você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco.
     
           Você, assim como nos contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "E foram felizes para sempre..."

           Bem, preciso continuar? Ok, acho que não... Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto está perdendo...

           "O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance"

           "Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos."
     
    Luis Fernando Veríssimo

    MEIO AMBIENTE

     
    - 5 DE JUNHO -
    DIA DA ECOLOGIA
    DIA INTERNACIONAL DO MEIO AMBIENTE
     
           A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas - O.N.U. - aprovou, no dia 15 de dezembro de 1972, a resolução nº 2994, criando o "DIA DA ECOLOGIA" e "DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE", a serem comemorados anualmente no dia 5 de junho.
     
           Não há como negar que é uma data importante para nos fazer refletir sobre a nossa casa, este lindo "Planeta Azul" que diariamente é agredido por nós mesmos, que aqui habitamos e dele dependemos para viver e, no entando, não temos, para com ele, o menor carinho ou respeito. 
     
           Desde a semana passada estive pensando em escrever alguma sobre este assunto, mas a "inspiração" não veio, de jeito nenhum. Ontem, remexendo os meus livros, encontrei dentro de um deles, datilografado, o texto que passo a publicar. Ele estava lá há muito tempo, pois, - pasmem! - eu o datilografei na minha velha Remington 35 L. Veio a calhar.
     
           Sei que há outras versões, pois foi traduzido por diversas pessoas, de muitos países, algumas omitindo frases inteiras, outras enfatizando apenas fragmentos que, no momento, lhes pareciam mais importantes. Não sei quem fez esta esta versão nem se é integral, mas ainda assim ela diz muito e nos "sacode" um pouco para que despertemos a nossa "consciência ecológica".
     
          Não vou dizer mais nada, pois o que é importante é o texto e a belíssima mensagem que ele traz. É a forma que encontrei para deixar registrada em "Nós Aqui" a referência a esta data que merece a nossa atenção. 
     
    Vando
     
    ____________

    Carta do Chefe Seattle

    "Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas"

     

    - Chefe Seattle, 1864 - Foto do saite ENCONTR-ART -

    Carta escrita em 1854 pelo chefe Seatle, e dirigida ao presidente dos Estados Unidos da América, quando este lhe propôs comprar grande parte de terras de sua tribo.

    _____________

           Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, com é possível comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrada para o meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra da floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.
           O
    s mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos das campinas, o calor do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.
           O
    Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra. Ele pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.
           E
    ssa água brilhante que escorre nos riachos não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se que ela é sagrada e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida de meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.
           O
    s rios são nossos irmãos e saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também e que, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
           S
    abemos que o homem branco não compreende os nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa com isto. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
           E
    u não sei que os nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem. 
            Não há lugar quieto na cidade do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar das flores na primavera ou o bater das asas de um inseto. Talvez eu seja um selvagem e não compreenda. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o canto solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.
           O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio verão limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.
           O ar é precioso para o homem vermelho pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. O homem branco, como um agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se verdermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro aspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.
           P
    ortanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como irmãos.
           S
    ou um selvagem e não compreendo outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que o alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecermos vivos.
           O
    que é o homen sem os animais? Se todos os animais se fossem os homens morreriam de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.
           V
    ocês devem ensinar as suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.
           Isto sabemos: a terra não pertence ao homem. O homem é que pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisa estão ligadas como o sangue que une a família. Há uma ligação em tudo.
           O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fazer ao tecido, fará a si mesmo. Mesmo o homem branco cujo Deus caminha e fala como ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo.
    De uma coisa estamos certos e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.
           Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruídos por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. É 
    o final da vida e o início da sobrevivência.

    * * *