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    10 de maio de 2009

     

    - DIA DAS MÃES - 

    Maio de 2009  

     

     

    Foto: "Christ, my Son, my Savior" de Simon Dewey, 2005

     

        "Mães são árvores. Elas enfeitam a vida com as suas flores e os seus frutos. São a garantia do manancial da vida que jorra para nós, como a fonte da Água Viva, referida por Jesus à mulher samaritana.

     

        Seus braços e suas mãos que nos acalantam, acariciam e também corrigem, são como as ramas das árvores, eternas fiandeiras da vida. À noite, quando se debruçam sobre o berço dos filhos, a luz da vida passa por elas, como a luz prateada do luar passa por entre as folhas e brinca de tecer rendas no solo.

     

        No calor escaldante das nossas lutas, elas são a sombra refrescante e amiga. É no seu tronco que nos escoramos para chorar ou confidenciar nossas mágoas e desencantos. Quantas ultrapassam o tempo de vida dos filhos, e seus corações são os esquifes, onde mora a saudade?!...

     

        Alguns querem colocá-las num altar. Contudo, elas são o próprio altar, ou o templo da natureza em que a vida é cultuada. Elas também morrem. E se em vida foram o sustento das fontes de água, mortas, elas são o fertilizante da vida". (*)   

     

    * * *

     

    Nesta data tão querida de todos, a nossa homenagem e todo o carinho às mães

    da Família "NÓS AQUI" e às mães de todo o mundo.

     

    * * *

     

    (*) - Texto extraído e adaptado da crônica "Homenagem às Mães" de Amílcar Del Chiaro Filho (1935 –2006),

    publicado no site PORTAL DO ESPÍRITO.

     

    O autor foi radialista, escritor, palestrante e divulgador espírita, nasceu em Catalão, GO, em 16-Abr-1935
    e faleceu em Guarulhos, SP, em 30-Nov-2006. 
     

    A DIFÍCIL VIDA DE UM BLOGUEIRO

     

    CLEMÊNCIA!...

           Minha vida, em tempos mais recentes, tem se caracterizado pela quantidade de vezes em que preciso pedir perdão.

           Claro que me esforço bastante para manter em dia os meus compromissos, principalmente aqueles que envolvem pessoas – amigos, familiares e outras que, de algum modo, integram o meu círculo de convivência. Faço de tudo para não decepcioná-las, para não faltar com a palavra empenhada e com a missão assumida. E com algum esforço tenho conseguido.  Além do que, isto não é bem o caso.

           Preocupo-me é com relação ao nosso site, que nem sempre é possível manter "up-to-date". Tem sido difícil.  

           Ontem, caí na realidade e detectei um dos motivos que têm feito com que o meu tempo venha se tornando sempre mais escasso. De alguns meses para cá, tenho dedicado cada vez mais as minhas horas ociosas à web. Já ouviram falar nela? Pois bem. A cumplicidade é dela. De início, relutei muito antes de me deixar seduzir pelo seu fascínio. Aos poucos, porém, fui sucumbindo à tentação e hoje já não consigo mais livrar-me das atividades informáticas e internéticas. Elas passaram a fazer parte do meu cotidiano. E tudo começou há uns cinco ou seis anos, com o instrumento simples do e-mail.  

           Como a maior parte dos seres que atualmente habitam o Planeta, deixei de escrever as cartas das quais, agora, sinto falta.  

           Lembro como era gostoso ter sempre em estoque folhas especiais, envelopes e selos, aos quais se somavam cartões postais e, nas épocas de festas, os cartões natalinos, os de Páscoa, os de aniversário, a remessa das fotografias da família... A gente caprichava na caligrafia, contava tudo o que se passara desde a última carta, falava de saudade, mandava abraços afetuosos e comovidos.  Então, ia ao Correio, colocava a correspondência na caixa de coleta e ficava torcendo para que a entrega fosse feita com celeridade.

           Eram mensagens que, dependendo do local de destino, podiam demorar de alguns dias até semanas para chegar, conduzidas pelas mãos do velho carteiro - conhecido de todos e que a todos conhecia pelo nome.  

           O e-mail mandou tudo pro espaço. Literalmente. Agora basta digitar o endereço do destinatário, redigir a mensagem normalmente em linguagem lacônica - extremamente reduzida e compactada – e... pronto! Em um segundo ela está lá – seja o que for que "lá" signifique ou onde se localize: pode ser a Vila Floresta, o Passo das Tropas, São Thomé das Letras ou Kathmandu.  

           Depois, vieram as pesquisas, relegando os livros a plano secundário. Hoje, tudo está na web. Basta um clique e temos diante dos olhos a saga de Moisés na busca da Terra Prometida, as guerras napoleônicas, as obras de arte do Louvre, o homem de Neanderthal, a vida de Madre Tereza ou a poesia de Gibran Kahlil e de Mário Quintana. O mesmo vale para os originais de Shakespeare ou para os Manuscritos do Mar Morto.

           (Ainda assim, para mim, nada substitui o livro, de preferência as edições antigas, essas que vez por outra ando garimpando nos sebos. Lançamentos não me atraem muito. Livros novos lembram-me rosas de supermercado: têm beleza, mas não têm perfume. O que também me atrai nos livros antigos – assim como nos velhos jornais – é o cheiro. Às vezes sou levado a imaginar que em alguma de minhas vidas passadas - a mais recente delas, talvez -  eu tenha sido a reencarnação de uma simples traça (aquele bichinho da família dos Tineídeos e Tisanuros, sabem?), dessas que vivem dentro dos livros e deles se alimentam, o que faz dessas reminiscências um dos motivos pelos quais eu ainda adoro livros).  

           Mas... continuemos, para que eu não perca o fio da meada.

           Com as ferramentas de busca ("search tools" – que chique!), descobri sites magníficos (claro que o que tem de detritos bastante mal-cheirososos é inacreditável), os quais fui adicionando aos meus favoritos. Daí à vontade de criar alguma coisa parecida foi um passo. Logo aprendi que não precisava gastar dinheiro com a construção de uma página na internet: uma infinidade de provedores oferece, gratuitamente, hospedagem e disponibiliza "templates" prontinhos, bastando a gente escolher a configuração e o modelo mais conveniente e ingressar no mundo dos blogues. Com um pouco de paciência e muita perseverança, fui experimentando um, depois outro, apanhando daqui, me estressando dali, até que consegui! Agora eu já não era um mero internauta, mas um blogueiro de verdade. E dos bons. (Até hoje acho isto. Quanta modéstia!).  

           Foi quando fiz o meu primeiro blog. Vocês sabem qual foi ele. Este mesmo! O "NÓS AQUI", o site de nossa Família. A alegria que isto me proporcionou foi imensa.  

           Acontece que o "NÓS AQUI" foi o primeiro, mas não foi o único. Nem o último. Gradativamente fui fazendo outros. Todos temáticos. Cada um sobre um dos assuntos que me atraem. E fui gostando deles. E dedicando, a cada qual, um carinho especial. Hoje estou com seis (!) blogues. E haja tempo pra manter todos atualizados!... 

           Mas encontrei na internet o grande recurso de que eu necessitava para – pasmem! – reunir a nossa Família. Eu queria isto. Nós precisávamos disto. Em torno do "NÓS AQUI" e da ÁRVORE GENEALÓGICA a que tenho me dedicado, consegui agregar muitos de nós, pelo interesse comum que isto despertou.

           E mais recentemente estamos – "Nós Aqui" – em contato mais freqüente através do Orkut. 

           Aqui, então, é que entra a explicação do modo pelo qual iniciei esta crônica, ou seja, o meu sussurro melancólico e suplicante por clemência. E ela é dirigida especialmente a "NÓS AQUI", que sendo o meu primogênito, não tem merecido a mesma atenção que lhe dediquei no início. Tenho escrito pouco, nele. Outros "filhos" nasceram e precisam de cuidados que venho tentando repartir, o mais equilibradamente que posso, entre cada um.

           É o preço que estou pagando por ter me empolgado com a internet. Mesmo assim, acho que valeu a pena. Eu sempre quis me expressar de algum modo. Achava – e continuo convicto – que tinha alguma coisa a contar, histórias a serem reveladas, hobbies a compartilhar.  

           Com os meus blogues estou conseguindo isto. Acho, com alguma razão. E o compromisso que assumi – sem prever nem avaliar com a prudente antecedência que seria recomendável – é agora com as pessoas que os acessam. Assustei-me um pouco ao constatar que havia quem os lesse. Existiam pessoas – amigas, que se tornaram - que dão atenção ao que eu publico. Que apreciam as minhas fotos. Que deixam comentários. Que escrevem mensagens gratificantes, me apóiam e ajudam a divulgá-los. Poderei ficar em falta com elas? Não me parece que seria honesto se assim eu procedesse.

           Por tudo isto é que preciso que vocês me perdoem e continuem a prestigiar o nosso site. Não deixem de acessá-lo. Pode demorar um pouco, mas sempre haverá nele novidades que vocês sabem onde encontrar. E quando tiverem coisas interessantes, como crônicas, fotos, textos de bom nível, histórias pessoais ou da família, fiquem à vontade e me enviem para publicação. Ele não é meu. É nosso e foi criado com esta finalidade.

           A vida de blogueiro não é muito fácil, mas tem suas compensações. Vocês são testemunhas.

    Vando

    * * * 

    - Links de MEUS OUTROS BLOGUES - 

    "RETRATOS DO MEU JARDIM"

    onde publico as fotos que gosto de fazer

     

    "SAPATOS E CATAVENTOS"

    A poesia de Mário Quintana, a partir de minha biblioteca

     

    "MARIA, MÃE DE JESUS"

    Meu blogue dedicado a Maria Santíssima

     

    "ESPIRITISMO, DEUS, CRISTO, CARIDADE"

    Onde incluo, entre outros temas, o Esperanto, a Língua Neutra Internacional, construída por Lázaro Ludovico Zamenhof. 

     

    "VILA NOVA D'ITALIA"

    Ainda em caráter experimental, onde tento reconstituir um pouco das origens deste pitoresco bairro de nossa Cidade. 

     

    - Links da ÁRVORE GENEALÓGICA -

     

    - Dos SILVEIRA, CAVALHEIRO, GONÇALVES e SANTOS

     

    - Dos MACHADO e LIMA