NÓS's profile"NÓS AQUI" - Os GONÇALVE...PhotosBlogListsMore Tools Help

Blog


    Bandeira do Brasil

     

    - Hino à Bandeira Nacional - 


    Letra: Olavo Bilac
    Música: Francisco Braga


    Salve, lindo pendão da esperança,
    Salve, símbolo augusto da paz!
    Tua nobre presença à lembrança
    A grandeza da Pátria nos traz.

    Estribilho:
    Recebe o afeto que se encerra 
    Em nosso peito varonil, 
    Querido símbolo da terra,
    Da amada terra do Brasil!

    Em teu seio formoso retratas
    Este céu de puríssimo azul,
    A verdura sem par destas matas,
    E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

    Contemplando o teu vulto sagrado,
    Compreendemos o nosso dever;
    E o Brasil, por seus filhos amados,
    Poderoso e feliz há de ser.

    Sobre a imensa Nação Brasileira,
    Nos momentos de festa ou de dor,
    Paira sempre, sagrada bandeira,
    Pavilhão da Justiça e do Amor!

     
    * * *

    Ode aos antepassados

     
     - CANTO AOS AVÓS - 
     
     
     
           Os avós eram de carne e osso. Tomavam mate, comiam carne com farinha, campereavam. Sopravam a chama dos lampiões. Dormiam cedo.
           Os avós tinham braços e pernas e cabeça (olhai os seus retratos nas molduras). Laçavam de todo o laço, amanuseavam potros, fumavam grossos palheiros de bom fumo e amavam seus cavalos que rompiam ventos e bandeavam arroios como um barco ágil. 
           Usavam lenços sob a barba espessa e o barbicacho lhes prendia ao queixo sombreiros negros para a chuva e sóis. Palas de seda para as soalheiras, ponchos de lã quando a invernia vinha. Tinham impérios de flechilha e trevo e famílias de bois no seu império e eram marcas de fogo os seus brasões.
           Charlavam de potreadas e mulheres, de episódios de adaga contra adaga, do tempo, das doenças, das mercâncias de gado gordo para os saladeiros.  
           Tinham homens a seu mando, os avós. No quartel rude dos galpões campeiros - enseivados de mate e carne gorda - os empíricos soldados madrugavam na luz das labaredas de espinilho que era sempre o primeiro sol de cada dia.  
           Honravam os avós a cor dos lenços: a seda branca dos republicanos, o colorado dos federalistas. E morriam por eles, se preciso, - coronéis de milícias bombachudas acordando tambores nos varzedos, no bate casco das cavalarias.
           Nas largas camas de cambraias alvas, vestindo o corpo da mulher mocita, juntavam carnes no silêncio escuro pautado por suspiros que morriam no contraponto musical dos grilos...  
           Os avós eram de carne e osso. Tinham braços e pernas e cabeça, artérias, nervos, coração e alma. Humanos como nós, os velhos tauras, - mas de bronze e de ferro nos parecem esses campeiros que fizeram história. Estátuas vivas de perenidade nos pedestais do tempo e da memória.  
     
    * * *
     - Do Livro "Pago vago" -  Apparicio Silva Rillo, Martins Livreiro Editor, 1981 – 
    O texto original é em forma de poema.

    FOTO: Darlan’s Photo – Do site ZOOOMR. 

    Pense nisto

     

    - UMA  MENSAGEM PARA AS MÃES - 
    Foto: "Free Love", (c) Dina Marie
     
        Um dias desses você irá gritar: - Por que vocês não crescem e tomam jeito? E seus filhos farão isso.
     
        Ou dirá: - Vão para fora e achem alguma coisa para fazer, e não batam a porta quando saírem! E eles farão isso.
     
        Você arrumará o quarto dos meninos... a colcha lisa... os brinquedos nas prateleiras. E dirá em voz alta: - Quero que tudo fique sempre assim! E vai ficar.
     
        Você vai preparar um bolo que não terá marcas de dedos na cobertura, dizendo: - Esse é para as visitas. E comerá sozinha.
     
        Você dirá: - Quero sossego quando estiver ao telefone. Nada de barulho! Silêncio! Ouviram? E você o terá.
     
        Não mais haverá toalhas sujas de macarrão, nem plásticos sobre o sofá para evitar marcas de sujeira.
     
        Não mais portinholas no topo da escada a fim de evitar quedas, nem noites insones e ansiosas, por causa de um resfriado...
     
        Imagine um batom com ponta. Lavagem de roupa uma só vez por semana. Não mais reuniões de pais e mestres. Não mais acordo para levar as crianças à escola. Ninguém para deixar o rádio ligado até o último volume.

        Pense sobre isso. Não mais beijos molhados, misturados com mingau de aveia. Não mais risadinhas no escuro, nem mais joelhos para serem curados.

        Somente uma voz gritando: - Por que você não cresce? E o silêncio respondendo: Cresci!  
     
    * * *
     

    - FONTE: “Mensagens e Poemas” -

     

    Estamos em novembro

     

     
    - O DIA DE TODOS OS SANTOS - 
     
     
     
        Neste início de novembro, o penúltimo mês do ano, pensei em escrever alguma coisa sobre o dia 1º, quando celebramos o “Dia de Todos os Santos”.
     
        Meus conhecimentos sobre o assunto são extremamente superficiais, de modo que precisei buscar socorro em outras fontes. Assim, encontrei no saite Wikipedia este texto que passo a transcrever, depois de pequenas alterações no original, relativas a erros tipográficos, principalmente ou a períodos que se apresentam confusos, devido à dificuldade natural que toda tradução, com freqüência, acarreta. Parece-me, todavia, que o texto não ficou comprometido e, dessa forma, passo a publicar. O texto já é em português, mas foi traduzido não sei de que idioma original, o que me obrigou a fazer as correções que mencionei. Ei-lo:
     
        “A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum no dia 1º de novembro, seguido do dia dos fiéis defuntos em 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa.
     
        O Dia de Todos os Santos tem o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano. Esta tradição de recordar os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas às suas memórias nesses mesmos locais.
     
        O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao fato freqüente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses e paróquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano exclusivo para cada um. O primeiro registro de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, durante o Século IV, estabelecendo-se o domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.
     
        Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).
     
        Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.
     
        Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal John Henry Newman (Venerável ainda não canonizado): “Não somos simplesmente pessoas imperfeitas com necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus”.
     
        Estas são as origens e o significado da data. Espero ter sido bem sucedido e deixo com vocês a avaliação.
     
    Vando

     

     

    * * *

     

    Fontes:

      

     

    a) Texto:

    " WIKIPEDIA – ENCICLOPÉDIA LIVRE " 

    b) Gravura:

    Digitalizei do original pertencente ao saite " NOVA EVANGELIZAÇÃO CATÓLICA "