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FRANZ LISZT (1811 – 1886)
Foto do site http://web.media.mit.edu/~mike/music/VanCliburn2000/
Conta-se que certa vez, durante uma recepção em um palácio, Liszt deixou cair o chapéu, que rolou escada abaixo. Uma princesa russa, aproximando-se dele exclamou: "Oh, seu chapéu caiu, senhor!". Ele respondeu: "Deixe! Por causa de seus encantos já perdi a cabeça, de modo que o chapéu já não tem mais serventia".
Assim era Liszt. Amado pelas mulheres, admirado pelos homens, Franz - ou Ferenc, em húngaro - nasceu a 22 de outubro de 1811, em Haiding, na Hungria. Seu pai era administrador da famosa família Esterházy, para a qual o músico Joseph Haydn trabalhou durante toda sua vida.
O talento precoce de Liszt ao piano surpreendeu a nobreza local. Ao tentar entrar para o conservatório de Paris, foi impedido pelo diretor "por ser estrangeiro". O diretor era o italiano (!!!) Luigi Cherubinni... Sem se abater, Liszt começa a estudar com professores particulares. Festejado como virtuose, segue para Viena, a fim de aperfeiçoar-se, onde veio a estudar com Antonio Salieri e Carl Czerny, este último, por sua vez, aluno de Beethoven.
Decidindo permanecer em Paris, tem reconhecido seu talento como virtuose. Sua técnica ao piano é insuperável. Executa à primeira vista partituras dificílimas. Suas próprias músicas são também de extrema dificuldade. Seu pai morre em Paris, mas Liszt decide ficar na cidade. Em pouco tempo, torna-se presença constante nos meios artísticos e intelectuais da Cidade-Luz. Entre seus amigos encontramos Chopin, Berlioz, Schumann, Victor Hugo, Lamartine, Heinrich Heine e outros grandes nomes do movimento Romântico, do qual Liszt é um dos expoentes máximos.
Em 1842 vai para Weimar, onde assume o cargo de mestre-capela (uma espécie de diretor musical). Essa mudança é fundamental em sua vida: passa a ter um crescente interesse pela música orquestral e pela ópera italiana. Nessa época conhece um músico que ainda terá grande importância: Richard Wagner
Página inicial da partitura das “Duas Czardas nº 1, Allegro, escrita de próprio punho por Liszt em 1884.
Ao mesmo tempo que o Liszt pianista era amado pelos artistas europeus, o Liszt homem não era esquecido pelas mulheres. De um encontro na casa de Chopin nasceu a paixão pela condessa Marie d'Agoult, com quem teve três filhos: Blandine-Rachel, Daniel e Cósima – que viria a ser esposa de Wagner.
Sob seus auspícios, Weimar destaca-se como centro de peregrinação musical. Inúmeros compositores vêm até essa cidade, sequiosos de conhecer o famoso pianista húngaro. Mas nem tudo vai bem. Após alguns anos de convívio comum, Lizst rompe com a condessa d'Agoult. Em 1861 deixa a corte deWeimar, partindo para Roma, com a intenção de se tornar padre. Recebe as ordens menores em 1865, mas não chega a ser ordenado.
Logo volta a sua vida normal: turnês de concertos e novos casos amorosos. O último deles, com a princesa Carolina Von Saint-Wittgenstein, termina com a recusa do Papa em legalizar sua união. O "abade" Liszt, como gostava de ser chamado, entra na última fase de sua vida.
Verá ainda sua filha Cósima, após uma série de problemas, abandonar seu marido, o ex-aluno de Lizst, Hans Von Bellow em favor de Wagner. Presenciará, em Bayreuth, o triunfo de seu genro. Falece nesta mesma cidade, em 31 de julho de 1886.
Suas principais composições, assim como as de Chopin, estão voltadas para o piano. Todavia, além das incontáveis obras dedicadas a esse instrumento, Liszt foi o criador de uma forma musical que seria adotada por dezenas de outros compositores: o Poema Sinfônico. Todavia, o que garante a fama atual de Lizst e sua divulgação a públicos mais amplos são suas rapsódias húngaras.
Dentre suas obras destacam-se o Concerto para Piano em mi Bemol, os poemas sinfônicos Os Prelúdios, Orfeu, Mazzepa, As Rapsódias Húngaras números 2 e 5, que, embora escritas para piano, tiveram sua transcrição para orquestra, feitas pelo próprio Lizst, a Dança Macabra, para piano e orquestra, e a brilhante Fantasia Húngara, também para piano e orquestra.
Paradoxalmente, suas duas sinfonias não têm o destaque que merecem. Tanto a Sinfonia Fausto quanto a Sinfonia Dante são grandes poemas sinfônicos, inspiradas, respectivamente, no “Fausto” de Goethe e na "Divina Comédia" de Dante. Essa inspiração sinfônica é descendente direta da “Sinfonia Fantástica” de Berlioz, obra que Liszt muito admirava.
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Nesse próximo dia 22 de outubro de 2007, segunda-feira, comemora-se o 196º aniversário do nascimento desse genial compositor húngaro, a quem a música universal deve, sem sombra de dúvida, alguns de seus maiores momentos. A data é motivo de júbilo para todos os apreciadores da música clássica e erudita, da qual FRANZ LISZT foi, indiscutivelmente, um Grande Mestre.
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- Texto principal, adaptado do artigo publicado no saite “DROPS DE MÚSICA CLÁSSICA” -
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- UM DIA E MUITAS DATAS -
O dia 12 de outubro é, para nós, pródigo em comemorações. Nele lembramos: o Descobrimento da América, em 1492, pelo navegador Cristóvão Colombo com suas três caravelas; o nascimento do grande músico barroco, José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, em Vila do Príncipe, MG, no ano de 1746; o nascimento, em Lisboa, no ano de 1798, de nosso Imperador Pedro de Alcântara Francisco Antonio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, Dom Pedro I, do Brasil e Dom Pedro IV de Portugal; o nascimento em Papari, no Rio Grande do Norte, em 1810, da professora e poetisa Nísia Floresta Brasileira Augusta, que adotou o pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto; da Declaração da Independência, feita oficialmente, em 1822, pelo Brasil a Portugal, quando Dom Pedro I é, também, proclamado Imperador do Brasil; da assunção, como regente do Império do Brasil, em 1835, de Dom Diogo Feijó; da inauguração, em Ouro Preto, MG, pelo cientista Claude Henri Gorceix, da Escola de Minas de Ouro Preto em 1876; da inauguração, no morro do Corcovado, no Rio de Janeiro, em 1931, da estátua do Cristo Redentor, considerada hoje uma das maravilhas do mundo; e, por fim, entre diversas outras que poderiam ser mencionadas, o Dia das Crianças, tão esperado pela garotada de todas as idades.
Mas a data que eu quero ressaltar é, com certeza, a mais importante e a menos lembrada, pois só se fala que 12 DE OUTUBRO é "o feriado do dia das crianças", o que não corresponde à realidade. Refiro-me à devoção a Nossa Senhora Aparecida, esta, sim, o motivo do feriado nacional.
Ela teve início em 1717, quando três pescadores, chamados Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, pescavam no rio Paraíba do Sul, que na época era chamado de rio Itaguaçu. A pescaria estava difícil. Vezes sem fim eles jogavam as redes, mas nenhum peixe vinha nelas. Numa última tentativa, surpreenderam-se ao ver que, do fundo do rio, “pescaram” uma imagem de santa que, todavia, estava sem a cabeça. Tentaram outras vezes, sem sucesso. Já desanimados, fizeram um último arremesso e, para sua surpresa, a rede voltou com a cabeça da imagem e... cheia de peixes. De imediato atribuíram a ela o milagre. Tratava-se de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura. Felipe Pedroso guardou-a em casa e a notícia do achado se espalhou pela comunidade. Tornou-se atração e durante uns quinze anos a população passou a orar em torno da santa. A devoção crescia e as notícias de novos milagres eram cada vez mais freqüentes. A família de Felipe mandou construir um oratório, que cada dia se tornava menor para receber a quantidade de peregrinos que iam fazer suas orações. Em 1734, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela no alto do Morro dos Coqueiros, onde a imagem pudesse ficar abrigada e receber seus fiéis. Devido a sua origem, passou a ser chamada de Aparecida, o que veio dar nome à Cidade de Aparecida do Norte.
Em 1834 iniciou-se a construção da igreja que hoje é conhecida como Basílica Velha. Em 6 de novembro de 1888, a Princesa Isabel doou à imagem uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com o manto azul. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. E, por decreto do Papa Pio XI, em 1930, Nossa Senhora Aparecida passa a ser a Padroeira do Brasil.
A atual Basílica teve sua construção iniciada em 1946, com projeto assinado pelo Engenheiro Benedito Calixto de Jesus, sendo inaugurada em 1967, por ocasião da comemoração do 250º Aniversário do encontro da imagem milagrosa. Em 1968 o Papa Paulo VI ofertou à santa uma rosa de ouro, símbolo de amor e confiança pelas inúmeras bênçãos e graças por ela concedidas. Finalmente, em 4 de julho de 1980, a majestosa basílica foi consagrada pelo Papa João Paulo II, em sua primeira visita ao Brasil.
A data de 12 de outubro, comemorativa a Nossa Senhora Aparecida, corresponde ao aniversário do aparecimento da imagem no rio e foi fixada pela Santa Sé em 1954.
A imagem até hoje reverenciada é de terracota e mede 40 centímetros de altura. A cor original foi certamente afetada pelo tempo em que esteve mergulhada nas águas do rio, bem como pela fumaça das velas e dos candeeiros que durante anos foram símbolos da devoção dos fiéis.
Em 1978, após um atentado que a reduziu a quase 200 pedaços, ela foi reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, restauradora, na época, do Museu de Arte de São Paulo. Peritos afirmam que ela foi moldada com argila da região, pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus, embora esta autoria (assim como a data precisa de seu achado), tida como 12 de outubro, seja de difícil comprovação.
Esta é, em síntese, a história da imagem de Nossa Senhora Aparecida, das origens de sua devoção e da decretação do Papa, oficializando-a como Padroeira do Brasil.
Neste dia 12 de outubro, além daquelas datas que relacionamos em nossos calendários, é importante não esquecermos que este Feriado Nacional tem a finalidade de homenagear a nossa Padroeira, sob a proteção da qual colocamos o nosso Brasil tão necessitado das luzes do Alto. Que Nossa Senhora Aparecida nos abençôe e guie os destinos desta Pátria tão mal amada.
Vando
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