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Estamos de volta
- FIM DE FÉRIAS -
Pois é. Tudo que é bom é efêmero. As férias são bem assim. Estávamos num sufoco, precisando urgentemente de um recesso. Aliás, penso que estávamos merecendo. Desse modo, resolvemos parar um pouco, sair da rotina e assumir de vez a nossa irresponsabilidade. Jogamos a toalha.
Aproveitamos para viajar. Rever alguns lugares. Conhecer outros. Nada muito sofisticado. Nem aviões nem transatlânticos. Não fomos à Europa nem, ainda, ao Nepal como está na nossa agenda há longos anos. Desistimos da visita às Ilhas Gregas e adiamos, outra vez, a ida a Lisboa onde os nossos amigos Manuel e Fernanda nos aguardam há mais de dois anos. Em vez disto, foi tudo bem mais modesto. De carro, pagando pedágios e enfrentando trechos - longos e intermniáveis - de estradas em obras de duplicação. Esticamos até Santa Catarina, onde passamos uns dias nas Termas de Gravatal. Seguimos depois para Florianópolis, para comer o melhor peixe do mundo, feito pelo Adão, meu cunhado, que considero como irmão. Na volta, revisitamos Gramado e Canela, com suas belezas naturais, restaurantes fabulosos e lojas de encher os olhos. Fomos duas vezes a Santa Maria, com direito a uma chegada em Itaara e, para finalizar, estivemos no litoral, em Tramandaí. Rodamos bastante. Não foi exatamente a concretização de todos os nossos sonhos, mas também não chegou a ser o autêntico “programa de índio”, pois por algum tempo curtimos novos cenários, respiramos ares diferentes, nos divertimos bastante e deixamos, enfim, para segundo – ou terceiro? – plano as preocupações e os compromissos adiáveis.
Mas... tudo tem seu preço! Como sabem, as finanças andam em crise. O dinheiro, que já era curto, vem, nos últimos tempos, encolhendo, cada vez mais, de modo preocupante. Em férias, a gente tem despesas extras, é natural. Para não fugir à regra, nestas também tivemos. Com compras, na verdade, não gastamos: in-ves-ti-mos! E como!... Além de algumas roupas e calçados, que achávamos estar precisando, trouxemos algumas "lembrancinhas" para amigos e parentes e adquirimos uma porção de bugigangas, badulaques e quinquilharias que agora, inúteis, se espalham pela casa e nos olham, como a perguntar: “o que é que estamos fazendo aqui?" Ah, este terrível impulso consumista!...
Como não temos o costume de pesquisar preços, de perguntar “quanto custa?”, de pechinchar, o resultado, se não foi totalmente desastroso, pelo menos gerou algum sobressalto. O restinho da poupança foi pro espaço. Ou pro brejo, que é bem pertinho. Os cartões de crédito chegaram quase ao limite. O cheque especial aproximou-se perigosamente do vermelho. Todavia, nada disso é desesperador. Acho que valeu a pena. Claro que por uns tempos teremos que "reciclar" os nossos hábitos, a começar pelo chopinho com bolinhos de bacalhau, à tardinha, em Ipanema, os jantares no Dado Bier, alguma ida ao cinema ou ao teatro. Mas, logo, logo, tudo volta à normalidade. É, pelo menos, o que espero. Resta-nos o consolo dos dias de lazer, das alegrias que desfrutamos, do reencontro com amigos e daquele prazer quase infantil de termos ido um pouco mais além do que seria permitido.
É isto. No momento, o importante é que estamos de volta e o nosso Espaço recomeça a ser atualizado periodicamente. Faremos a atualização por quinzena e não mais por semana como era tradicional. Se der certo, continua. Se não, passa a ser como antes.
Não podemos deixar de pedir desculpas ao nosso amigo Euclides Cavaco, por não termos, nesse período, publicado os links de seus sempre ansiosamente esperados “Poemas da Semana”. Estamos certos de que ele nos compreenderá e, cavalheirescamente, saberá nos perdoar. A partir de agora, isto não voltará a acontecer.
A propósito, a época da “irresponsabilidade” não passou de todo. Ainda temos, nos próximos dias, o Carnaval. Felizmente ele acontece mais cedo neste ano e teremos oportunidade de recuperar alguns fragmentos do tempo esbanjado. Tentaremos.
Então, deixemos de conversa e... mãos à obra! O trabalho nos chama.
Um bom retorno para todos.
Vando.
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